Archive for January, 2010

O Onipresente BBB

Saturday, January 23rd, 2010

Eu não gosto de nada ali. Nem da mulherada seminua…

Mulherada seminua você vê em muitos outros lugares onde é o real propósito ver mulheres seminuas, ou quem sabe até totalmente nuas. Nada disso me importa. Uma “semi-nudez” não paga a enorme porcaria que esse programa é. Nada passa de mais um derretedor de cérebro. O BBB não é melhor que o Faustão, Gugu e a Hebe. O BBB também não é pior.

Apesar dessa minha opinião radical, não condeno quem o assista. Cada um na sua. Não é meu cérebro que vai aos poucos virando coriza e saindo pelo nariz. E é exatamente sobre isso que eu quero falar aqui.

Apesar de eu, se precisar, desligar a tevê quando essa porcaria começa, não estou livre de saber o que acontece nesse programa. Eu convivo com pessoas todos os dias. Minha família, colegas no trabalho, pessoas no ônibus e assim vai. Acesso constantemente redes sociais onde existem outras pessoas de meu convívio, mesmo que virtual. Resumindo, não sou um ermitão isolado da sociedade numa montanha qualquer do planeta.

Sendo assim e apesar de toda minha indignação, essa porcaria dá cada vez mais certo. Estamos na décima edição, afinal. E quando está no ar o reality show, todos assistem e todos falam sobre ele. Entro no ônibus, o que já não é uma experiência muito agradável. Pra piorar, acaba a bateria do meu MP3 player. Estou indefeso agora. Posso ouvir a tudo e a todos. Malditos sentidos que não podem ser desligados quando queremos. Eis que começa a conversa ao meu lado:

- Você viu a Gi? Que vaca, né?

- Nooooossa! Se eu estivesse lá “na casa”, partiria pra ignorância.

E pronto. Mesmo sem querer, estou sabendo das últimas do BBB. Depois de ouvir sobre o assunto em boa parte do percurso, chego ao trabalho e sou abordado:

- Nossa. Por que você tá com essa cara feia? Tava torcendo pro Jorginho ontem?

- Eu? Quem é Jorginho?

- O do BBB, ué? Ele foi eliminado… Em que bolha você se isola?

Esse só recebeu um grunhido e pronto. O problema é que com as pessoas do trabalho, eu convivo o dia todo. Terei um dia difícil, certamente. Depois lá estou eu conferindo as atualizações em meu Twitter pra saber qual é o papo da vez. Ingênuo. Pobre coitado. O assunto é BBB, claro. Ainda mais com uma pessoa lá dentro do programa que é uma usuária assídua dessa rede. Meu Deus! Agora estou cercado.

E sendo assim, passo dia todo ouvindo ou lendo um comentário aqui, outro acolá sobre isso. Não preciso assistir a porcaria do BBB. Eu sei o que está acontecendo lá, mesmo não querendo. E isso me deixa extremamente p*to da vida. Poderíamos falar sobre a ameaça de censura que volta a nos assolar, por exemplo. Mas não. O BBB é onipresente. Está em todas as partes. Ele vai te pegar… Corra enquanto é tempo. Fuja da cidade, do estado, do país! Mas se antes sair a Playboy da Gi e você comprar, deixe-me eu dar uma folheada, ok?

Uma Dupla do Barulho!

Friday, January 15th, 2010

Um trompetista sádico e um jegue fazendo um dueto memorável!

Não perda!!!

Via no blog do Cris Dias.

Depois da Tempestade, Vem a…

Thursday, January 7th, 2010

Os meteorologistas estão seriamente preocupados. Explico.

Desde que o ano virou ou até um pouco antes, temos a certeza do que virá do céu: Água.

Alguns pedem aos céus que cessem as tempestades. A fé move montanhas, é o que dizem. Porém a água também o faz, e mata gente. Água mole em pedra dura, tanto bate até que… se forme grandes deslizamentos. E a terra desce. E as casas sucumbem a terra. E se tiver gente dentro, temos então um desastre. E se tem desastre, tem imprensa. E se tem imprensa, todos ficamos apavorados, sensibilizados e vamos jantar.

Em apenas sete dias de 2010, ouvi tanto a frase “é a natureza se rebelando contra o homem”, que fico a pensar: que cara afinal tem a natureza? Se ela se rebela, tem uma cara também, é ou não é? Pois quem se rebela é gente, tem consciência, ou no mínimo, instinto.

A natureza não se rebela, pequeno gafanhoto. Os desastres ambientais que vimos na tevê são nada mais nada menos que matemática. Acompanhe comigo. 1 + 1 = 2, certo? Se mergulharmos na água, ficaremos molhados, né? Se bebermos um veneno fatal, morremos. Se poluirmos o ar, o planeta se aquece e começa a mudar o clima habitual. E se construirmos edificações em locais como a encosta de um morro, bem… não é tão óbvio assim, mas podemos nos dar bem mal.

A natureza não levantou de seu trono em meio a uma densa floresta e disse “Chega! Agora os homens me pagarão”. Não! Ela nem existe dessa forma. Ao dizermos que “a natureza se rebelou contra nós”, dizemos ocultamente que “eu jogo lixo na rua mesmo, só que agora tá tudo alagado por minha culpa”, mas a culpa nunca é nossa. É do governo. É da polícia. É do vizinho. É da natureza. Moleza! Errar é humano, mas por a culpa no outro é mais humano ainda, já diria o profeta.

E aí vêm a grande emissora de televisão e faz reportagens dramáticas no domingo à noite pra conseguir uns pontos de audiência a mais contra as concorrentes em ascensão. Tsc Tsc. Não precisa. É só ver a entrevista dos parentes das vítimas que basta para nos sensibilizarmos e no dia seguinte jogarmos lixo pela janela de nossos carros. Tudo é simples. É matemática.

E o que vai acontecer com tudo isso? Conosco não sei bem. É verdade que seria melhor termos mais consciência e mudarmos um pouco, mas… Agora, sobre o clima nós já sabemos bem, né? Amanhã vai chover pra cac… Vai chover como nunca. É quase certo e é melhor que chova mesmo, afinal, se não chover amanhã, acumula pra depois. É exatamente aí que entra o meteorologista e suas preocupações. No momento em que eles têm a sua vez no tele-jornal do horário nobre eu vou ao banheiro. Não preciso mais de suas previsões inexatas. Vai chover, pronto e acabou. Isso até que venha a seca de meses, mas isso é outra conversa…

Mãe Joana e as Previsões para 2010

Sunday, January 3rd, 2010

- Isso. Queremos que a senhora vá até o programa e diga quais as previsões pra 2010.

- Eh Eh! Eu? Na TV?

- É Mãe Joana.

- Eita que coisa boa, mizinfia! Mas diz uma coisinha: Quanto de pataco vai entrá no bolso, mizinfia?

- Pataco?

- Isso. Dinheiro, bufunfa, dindim…

- Ah, Mãe Joana. Não poderemos disponibilizar cachê pra isso. Mas se lembre que a senhora vai aparecer na tevê, sabe? É ótimo pros negócios. E a senhora no fim da previsão pode deixar seu telefone e tudo.

- E o e-meio? E o brog?

- Tudinho.

- Então tamos combinada. Que tipo de previsão oceis vai querê? Vão carece de trabaio? De patuá? Tenho uns baratinho…

- Não precisa não, Mãe Joana. A senhora falará sobre futuro do país no ano de eleição, sobre a crise econômica e se ela está afastada mesmo, gripe suína, Copa do Mundo, mais futebol porque os homens gostam disso e capricha sobre o Ronaldo, Olimpíadas do Rio, depois a senhora pode até falar sobre o final da novela também, sabe? O que será que vai acontecer? O que acha?

- Eh Eh! Esse último é fácil, né mizinfia?! Política, economia, saúde e esporte. Bastante coisa, né?

- Só o básico, Mãe Joana. Não precisa assustar, afinal, em qualquer lugar todo mundo fala sobre isso, né?

- É. Mesmo assim, vou querer pelo menos levá uns patuá pra mostrá na TV, sabe? É muito trabaio pra eu falá, e vô te que pedi pro Cabocro Zezé ajudá, e ele num trabaia de grátis não.

- Tá bom, Mãe Joana. Pode levar os patuás e o Caboclo Zezé também. Temos um acordo?

- Temo sim, mizinfia. Suncê pode ficá tranquila.

- Jozicréééia! Vem aqui criatura!

- Oi mãezinha… Cheguei.

- Prepara uns patuá do Cabocro Zezé pra presente. Eu vô aparecê na TV e careço de uns bem bunito pra vendê lá.

- Olha que coisa boa, mãezinha! Eu posso ir também?

- Oxi! Craro que ocê vai. Na hora que eu tivé fazendo as gravação, ocê vai vendendo os patuá lá dentro pro povo. Arruma uma mesinha e coloca uns pano colorido enrolado na cabeça. O Cabocro Zezé tá carecendo de pataco…

- É… deve estar mesmo.