A Revista Veja, que tem certa tradição de aplicar suas forças mais na área política, que nasceu em meio à ditadura militar do Brasil, que é a revista semanal de maior tiragem do Brasil, dá sinais, assim como a maioria das instituições que crescem demais, de sucumbir ao poder e fazer sua própria ditadura da informação.
Política. Tudo hoje em dia exige alguma habilidade política. Se alguém quer crescer em uma empresa, é necessário fazer bem feito e ser notado pelas pessoas certas. Se quiser aquela vaga na multinacional que faz de seu currículo poderoso no mercado de trabalho e lhe enche de dinheiro, é bom conhecer as pessoas certas que não terá muitos problemas. As coisas hoje em dia são assim. Desde os pequenos até os gigantes. Qualquer área. Qualquer lugar.
Uma revista como a Veja, que tem tudo em suas mãos para informar as pessoas de forma eficiente sobre toda a porcaria política tupiniquim, acaba por desvirtuar o jornalismo nos mostrando que informará o que lhe dará retorno financeiro, e não tenho dúvidas de que se o escroto BBB fosse da emissora parceira da editora da Veja, eles noticiariam. Isso é tão porco quanto toda sujeira de nossos representantes políticos. Informar o que realmente não interessa ao leitor é quase um crime e o pior de tudo, fazer de um meio respeitado por todos e formador de opinião mais uma forma para desvirtuar o conhecimento das pessoas.
Crime! Sujo e fétido.
De acordo com seu próprio interesse, a Veja ataca a quem aparecer em seu caminho e entre seus objetivos. E, mesmo que esses objetivos sejam benéficos a quem deve ser, ou seja, o povo brasileiro, usar de sua força e passar por cima de quem pode atrapalhar de alguma forma é sim uma ditadura da informação.
“Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.”
Nelson Rodrigues
Enfim, Luis Nassif, um dos jornalistas mais conceituados do país, introdutor do jornalismo de serviços e jornalismo eletrônico no Brasil, comentarista de economia da TV Cultura e vencedor de diversos prêmios do jornalismo tupiniquim, fez a crítica e tem aberto fogo contra essa mega-potência, a Revista Veja. Ele acredita que a Veja há algum tempo, tem perdido o foco do jornalismo real, e que gradativamente vem tornando-se “… um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.” [sic]
Li muito a respeito após o honorável Daniel Bender, do Bender Blog, lançar a campanha para que a blogosfera se solidarize com a abertura dessa informação a todos sobre a opinião de Nassif com relação à Veja. E pra ajudar a bombardear para informar, nós blogueiros, regentes dos novos meios e mídias (nooossa!), vamos criar essa força usando o Google para ajudar. Como?
A cada palavra “Veja” escrita no texto, nós linkamos a seguinte url: http://luis.nassif.googlepages.com.
E depois de muitos adeptos, cada vez que alguém digitar “Veja” no campo de pesquisa do Google, a página que surgirá no topo será http://luis.nassif.googlepages.com.
Vamos ajudar, gente boa do meu Brasil. E vamos pelo seguinte motivo: A informação é o que pode fazer de nosso povo menos omisso a tudo que passa por debaixo de nossos narizes, e se alguém a corrompe por seja qual motivo for, informa o que não é de real interesse ao povo, e ainda mais se isso tudo for por dinheiro, temos que combater.
Chega de omissão. Vamos utilizar nossos meios para dar força a algo que valha a pena. Bloguem!
Tags: bender, bomb, corrupcao, google, googlebomb, jornalismo, luis nassif, nassif, veja


February 26th, 2008 at 7:15 pm
Não acho que seja assim.
VEJA, ao contrário de TV(s) e rádios, é um órgão de comunicação não adstrito a certa linha editorial. Uma TV, por exemplo, não pode radicalizar seu discurso, porque é uma concessão pública devendo seguir certas regras de bom senso, mas uma revista não, ela publica o que quiser e assume as consequências nas esferas judiciais (ações de danos morais, inclusive coletivos, enquadramentos na Lei de Imprensa e ações criminais) mas nada pode impedir sua linha editorial.
Querer que VEJA (que eu parei de ler há pelo menos uns 10 anos, porque não aguentava mais matérias sobre sexualidade, regimes e celebridades) não possa escolher o seu conteúdo, é censura prévia. O que se pode fazer é apenas desarrazoar, ou seja, uma matéria de Veja não condizente com a verdade, ser contraditada por uma matéria de outra revista, explicando o que realmente aconteceu, ou a versão que acha mais correta.
E se mentiu, Justiça neles!
Fora isso, é patrulhamento… mas é engraçado que ninguém patrulhava Veja quando ela era um baluarte contra a ditadura.
February 26th, 2008 at 8:42 pm
Muito boa a sua teoria, Fábio!
Contudo, o que preguei em meu texto foi a responsabilidade contida na informação. Em suma, depois de ter cometido o erro, ele não é reparado com uma punição de qualquer natureza, e por fim, o dano está causado e firmado.
Não creio que haja mentiras, e sim as escolhas das matérias tendenciosas focadas no interesse financeiro e de poder.
A informação é livre. O lance da democracia é esse: Faça o que quiser, mas assuma.
Perfeito! Porém, se um homem matar alguém, a pena de morte reparará o erro? Não. Se fizer com que pessoas leiam matérias tendenciosas, pessoas que confiam piamente na instituição “Veja”, pensamentos serão direcionados. Não que seja a intenção, mas é isso que acontece, e por assim dizer, faz de um meio tão importante e com uma HISTÓRIA de liberdade para o povo tão significativa, mais uma forma de alguns ganharem bastante dinheiro, e de outros terem perdas bem mais importantes que o valor da revista… nem são perdas, são marcas. A ignorância é quase um aleijamento, sabe? Não se trata da falta de um braço ou perna, é a falta da informação, aquela que realmente importa para o bem estar geral.
A Veja, a Época e etc, são muito responsáveis pelo que escrevem. Sem falar no buzz que segue cada matéria publicada.
Abraços e apesar da discordância, respeito e muito sua opinião.
February 27th, 2008 at 1:13 pm
Bombardeando mais uma vez
Vejam bem, inicialmente eu não pensei em participar. Mas quem começou foi o Bender, o Fernando e o Osc@r Luiz, blogueiros que eu leio e gosto entraram na campanha, mesmo atrasado eu resolvi aderir.
February 28th, 2008 at 12:55 am
[...] http://www.malvados.blogger.com.br/ http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/ http://documentotupiniquim.com/?p=360 [...]
February 28th, 2008 at 1:37 am
[...] temos: Bender, o líder; eu, com aquele primeiro post; o Imprensa Marrom, do Gravataí/Merengue; o Documento Tupiniquim; a Lady Bug, primeira dama do movimento; e os [...]
March 1st, 2008 at 1:20 am
Temos a Revista Trip, a Rolling Stone, a Playboy, a Fluir e um monte de outras revistas legais, e vocês se ocupam dessa revista careta?
Esquecam a Veja!
PS: Para ter informação, leia jornal todo dia!
March 5th, 2008 at 3:09 pm
[...] http://desabafoaki.blogspot.com/2008/02/ol-pessoal.html http://documentotupiniquim.com/?p=360 http://e-squina.blogspot.com/2008/02/extraextraextra.html [...]