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Jegue é Preso Por Furto
Friday, September 19th, 2008
Um jegue é preso no Egito. Se fosse no Brasil, até que tudo bem, afinal de contas, pra ser preso aqui tem que ser no mínimo um jegue. Contudo, não posso afirmar o mesmo do Egito. Lá, ao que tudo indica, a lei é severa e é cumprida à risca.
Pois bem. O jegue a que me refiro não é um ser humano dotado de pouca inteligência, para os que não haviam notado. É o jegue que também é conhecido com burro, asno, jumento, enfim, como todos sabem, trata-se de um mamífero perissodátilo (Deus salve a Wikipédia).
Continuando a historinha, o jegue meliante foi preso em flagrante juntamente com seu comparsa humano após ter afanado algumas espigas de milho de uma plantação pertencente a um instituto de pesquisa de agricultura na região do Delta do Nilo. O diretor notou a falta dos milhos e deu queixa. Assim, a polícia foi acionada e após longa investigação em parceria com o FBI e a Interpol, capturou a dupla de criminosos levando os dois para a delegacia.
O nome do jegue não foi divulgado, mas o juiz local determinou pena de 24 horas de prisão para a dupla de bandidos. O humano pagou uma fiança equivalente a 17 reais e foi liberado, já o quadrúpede cumpriu a pena atrás das grades, sofrendo inclusive violência sexual de seus companheiros de cela, pelo que se diz à boca pequena. O que se conclui nisso? Que realmente no mundo do crime não se pode confiar em ninguém, muito menos no próprio comparsa, que nesse caso, bem que poderia ter dado uma força pro jeguinho pagando sua fiança, já que estava sem sua carteira na ocasião, portanto, sem dinheiro, cheque ou mesmo um cartão que fosse.
Se fosse aqui no Brasil o acontecido, é claro que o jegue nem teria chegado à delegacia. Ele faria um acordo ali mesmo, na abordagem, e depois tudo ficaria bem para todos (menos para o dono do milho, claro). Haveria também a possibilidade de uma possível “carteirada” com o clássico “Você sabe com quem está falando? Heim? Heim?”. Mas isso tudo é um problema de diferentes culturas, não é mesmo? Só fiquei com uma dúvida pairando na cabeça: No Egito, como será feita a ficha criminal do delinqüente? Nome, endereço, telefone e dados assim até que se consegue, mas e as digitais de registro? Mistério…
Fonte: Folha Online

